Resenha de Segunda – Caso 39 – Christian Alvart

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Uma proposta nova, trazer toda segunda feira a resenha de um filme, seja ela positiva ou não.
para iniciar o “Resenha de Segunda” trago “Caso 39” Thriller de suspense que está em cartaz nos cinemas cuiabanos, segue a resenha.

Quando você Junta a direção de Christian Alvart (Pandorum, Antikörper) – dois filmes muito bem dirigidos  – e o roteiro de Ray Wright, já conhecido por seus roteiros,Pulse(no Brasil Vozes do Além)Fatal Desire(Desejo Fatal, em terras tupiniquins), você espera que algo bom saia daí, mas não me decidi ainda se posso chamar de Case 39 de algo Bom.
Caso 39 conta a história de Emily Jenkins (Renée Zellweger – Bridget Jones, Chicago), uma assistente social sozinha e totalmente focada em seu trabalho, rodeada de famílias desestruturadas, Emily vive sozinha com seus peixes, e tenta não começar uma relação afetiva com seu colega de trabalho Doug (Bradley Cooper – Valentine´s Day, The hangover) que tenta insistentemente ser mais presente na vida de Emily. Quando Emily acreditava estar cheia de trabalho suficiente para uma pessoa, seu superior lhe entrega seu 39° caso – daí vem o nome do filme – e ela, relutante, o aceita.
O caso é sobre Lillith Sullivan (Everything’s Coming Up Rosie), uma menina introspectiva e delicada que tem ido mal na escola por aparentes problemas familiares, e quando abordada por Emily em relação a seus pais, ela lhe confidencia que os mesmos querem mandá-la para o inferno. Decidida a salvar a menina Emily passa a vigiá-la até que salva Lilly de uma tentativa de assassinato dos pais. Tentando arriscar um novo estilo de vida, e pensando numa maneira de apagar o passado infeliz da garota, Emily resolve adotar a menina e aí as coisas ficam um pouco perigosas para ela,e é aí o que o filme “desanda”.
Primeiro pois existem duas versões do filme, e nenhuma delas satisfatória. Em uma Lilly é um demônio, uma menina que nasceu trazendo consigo metade da alma de um demônio que se alimenta da infelicidade das pessoas, enquanto por outro lado, quer ser amado como nunca foi amado por nenhuma das pessoas à sua volta. Na outra versão (um pouco mais decente) Lilly é perseguida por demônios que tentam levar a menina para o inferno de todas as maneiras, e diferente da primeira versão – onde Emily acaba se tornando inimiga e escrava de Lilly, nesta versão seu lado materno fala mais alto e ela tenta de todas as maneiras salvar a menina de queimar no inferno.
O erro é que a segunda versão, apresentada no trailer, soa muito mais interessante que a primeira versão que é a que realmente vai para os cinemas, decepcionando os mais atentos. Fica difícil compreender o que Wright tentou fazer com essa estratégia, mas com certeza não alcançou seus objetivos, pois só deixaram os espectadores confusos. Já Alvart mostra mais uma vez seu potencial como diretor, conduzindo o roteiro mediocre de Wright da melhor forma que pode, tentando tornar os susto clichês ainda sim assustadores, algumas vezes sem sucesso, outras arrancando dos espectadores alguns gritinhos contidos de susto.
No final das contas o filme acaba se tornando medíocre e a direção de Alvart é desvalorizada pela pobreza do roteiro e pela falta de profundidade das explicações apresentadas. Sullivan e Zellweger conseguem de forma mágica construir seus personagens e soarem naturais em seus papéis, neste caso Sullivan dá até um certo showzinho de atuação deixando os espectadores realmente assustados com a bipolaridade da personalidade da menina, isto na primeira versão é claro.
Se você se assusta facilmente e quer passar o tempo num domingo , assista Case 39 sem medo, mas se você espera verdadeiros sustos e terror psicológico de verdade, existem outros títulos do gênero que o farão pular da cadeira e não conseguir dormir direito com as luzes apagadas. Case 39 vai entrar para a gaveta dos casos em que o trailer é bem melhor que o filme, e nesta gaveta, infelizmente, existem muito mais que 39 casos.
Thales de Mendonça.

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