Resenha de Segunda – The Box (A caixa) – Richard Kelly

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Quando Assisti ao trailer de “The Box” meses atrás na internet, esperava por algo como uma trama policial instigante, rápida, cheia de corpos brotando durante sua extensão e tornando a gente cada vez mais desesperado em encontrar um suposto assassino, e confesso que, interessado pela atução de Cameron Diaz num thriller, mas quando vi o nome “Richard Kelly” no final do trailer eu soube que não seria só isso, e não foi.

O filme começa simples, Cameron diaz (A life Less Ordinary; Beign Jhon Malkovitch) e James Marsden (Trilogia X-men ; Death at the Funeral) são o estável e feliz casal Norma e Arthur Lewis, ela professora e ele Engenheiro da NASA, vivendo sua vida pacata no subúrio de Virgínia com seu filho Walter, em 1976. Tudo corria bem até misterioso senhor Arlington Steward (Frank Langella – Frost/Nixon; House of D) bater à porta do casal Lewis e fazer uma estranha proposta:  Uma caixa, um botão, Caso apertado, o casal receberia a quantia de Um milhão de dólares em dinheiro vivo e em troca, uma pessoa em qualquer lugar do mundo, que eles não conhecem, morreria. Não se deve compartilhar sobre a caixa com ninguém e o prazo é de 24 horas para o botão ser apertado.
Então surgem as dúvidas, quem você realmente conhece? Seria a proposta verdadeira? Quem é o senhor Steward, seria verdade os poderes da caixa?  Se o filme rodasse todo em torno de apenas estas perguntas seria um thriller e simples, mas The Box vai além disso, e explora outras questões que a trama inicial simplesmente não demonstra ter, levando o filme para um rumo completamente diferente daquele apresentado a nós no trailer.
Baseando-se na Pequena história Button,Button de Richard Matheson ,  O já conhecido Roteirista e diretor Richard Kelly (Donnie Darko), escreve  e dirige um Thriller muito mais instigante e profundo que seu trailer propõe, o filme não é rapido e sanguinolento como aparenta ser, ele é lento, e vai arrastando o suspense por seus 110 minutos de duração. Sem muitos sustos e sem se apoiar nos clichês dos filmes de Suspense, Kelly cria uma atmosfera que nos envolve em dúvidas e incertezas sobre o que estamos vendo na tela, a primeira vista, o filme pode parecer extremamente confuso e insuficiente para esclarecer todas as incógnitas levantadas durante sua duração, mas visto com calma e se atentando aos detalhes e se permitindo ir além daquilo mostrado na tela, você pode tirar suas conclusões e viajar junto com a idéia proposta, e assim como Donnie Darko, criar sua teoria sobre o filme realmente busca expressar.
Se utilizando da premissa  de Satre de que “O inferno são os outros”, The Box é interessante e não é descartável como muitos de seu gênero, capaz de te instigar ainda na segunda vez para compreender as mensagens deixadas nas cenas muito bem dirigidas e ambientadas por Kelly.  Cameron diaz conseguiu deixar de lado sua interpretação caricata, o que pode soar para muitos como interpretação rasa, ou simplória, mas vejo como uma tentativa de mostrar seriade à carreira de uma atriz que normalmente nos conquista com o sorriso.
Diferente dos comentários negativos e errôneos que tenho lido à respeito do filme, ” The Box” vale à pena ser visto e revisto, por aqueles que gostam de filmes que vão além e exploram o fora das telas, as várias suposições e as mil teorias.

Thales de Mendonça.

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