Resenha de Segunda – The Invention of Lying (A invenção da Mentira) Ricky Gervais

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Imagine um mundo onde ninguém conta mentiras, todos contam as verdades que passam por suas cabeças, as emoções são contidas, devido a falta de palavras e a falta de necessidade de se expressar de outra forma que não seja, contando a verdade. Imagine então, um homem que um dia, de repente descobre como mentir, esta é a premissa de “The Invention of Lying”.

Mark Bellison (Ricky Gervais – Night at the Museum; Cemetery Junction) é um Perdedor aos olhos da sociedade em que vive. Ele é gordo, solteiro, vive um péssimo apartamento, tem o pior rendimento de seu trabalho, sua secretária se acha melhor que ele e odeia servi-lo e seus dois melhores amigos são um bêbado do bar e um suicída do trabalho. Sua mãe também é uma perdedora e toda sua familia tem sido abraçada com essa onda de má sorte que só trás infelicidade para Mark, e para as pessoas que convivem com ele, ele sabe disso pois no mundo em que Mark vive, ninguém pode mentir, quer dizer, ninguém consegue mentir, todos dizem se te acham gordo, se te odeiam,  dizem que não querem ir trabalhar simplesmente porque não querem ir trabalhar, dizem o quão não atraente você é e eles simplesmente não conseguem mentir sobre isso, até que um dia, mark consegue.

Mark então vê em suas mãos um poder inimaginável, um poder que nem ele pode descrever em palavras, o poder de alterar a verdade, visto que, em um mundo onde o que todos dizem é verdade, mesmo se você esteja mentindo, as pessoas tendem a levar sua mentira como verdade absoluta e incontestável, e com grandes poderes, é claro, vem grandes responsabilidades. Pode parecer frase de história de super heróis, mas Mark não quer dominar o mundo, ele só quer conquistar Anna McDoogles (Jennifer Garner – ElektraJuno), uma simpática e sincera mulher que Mark conheceu e se apaixonou e agora precisa usar sua inteligência para tonar seu sonho verdade, e o que pode parecer fácil, se mostra muito difícil no decorrer do filme.

“The Invention of Lying” é quase como uma Fábula, com moral da história e tudo, é simples, leve e transcorre de forma que você não sente a história e vai sendo levado pelas mentiras e verdades de Ricky Gervais traz para tela, tanto como ótimo ator, quanto como diretor com sua direção dinâmica, acompanhando o ritmo da narrativa e sem nos cansar em nenhum instante, as atuações estão bem verdadeiras, sinceras (desculpe-me o trocadilho infame) e nem um pouco caricatas, ao ponto de você realmente acreditar naquela realidade e perceber o quão tedioso e cruel seria nosso mundo cheio de apenas verdades, uma crítica sutil a forma com que levamos nossas vidas e mentimos e desmentimos para conseguir o que queremos, bom filme para um final de semana, passa sossegar e se divertir. Não tem como mentir, “The invention of lying” é divertido, gostoso e te faz pensar, um bom filme.

Thales de Mendonça.

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