Resenha de Segunda – The Taking of Pelham 123 ( O sequestro do Metrô 123)

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Jhon Travolta, este é o nome que atrai você para o cinema quando você assiste ao trailer de “the taking of Pelham 123” (No Brasil adaptado para O sequestro do Metrô 123), e acredite, não vale a pena assistir um filme apenas por causa do nome de um ator que você sabe que é fantástico, mesmo que seja Jhon Travolta, pelo menos não no caso de “Pelham 123”.

Ryder (Jhon Travolta – Pulp Fiction, Be Cool, Swordfish) é um homem decidido a sequestrar um vagão do trêm de metrô Pelham 123, e sair vitorioso com dez milhões de dólares, para isso ele tem em suas mãos uma equipe de capangas armados e dezessete reféns. Ryder então contacta a Central de Operações do Metrô de Nova Iorque e fala com Walter Garber (Denzel Washington – Crying Freedom, Men on Fire, Deja-Vu) Um homem que estava na hora errada no lugar errado, e agora se vê obrigado a negociar com este Sequestrador que afirma quer seu dinheiro em uma hora e caso o dinheiro não chegue no prazo ele vai matar um refém por cada minuto de atraso. O filme então se constrói em cima dos Diálogos de Garber e Ryder, que insiste em conhecer melhor a pessoa do outro lado da linha e trazer ela para sua realidade, para então afirmar seus motivos para cometer tal crime. Até aí tudo bem, temos Camonetti, um oficial da polícia responsável pelas negociações de reféns, vivido pelo simplório Jhon Turturro (Transformers I, II), o ajudante fiel de Ryder, o latino Phil Ramos (Luis Guzmán – Boogie Nights, Men on Fire) também muito bem em seu papel de poucas falas e poucas ações, e muitos outros atores que estão ali só para criar o ambiente do filme, enquanto Washington e Travolta tentam sustentar o filme com suas atuações e dar vida aos personagens criados por Jhon Godey e adaptados para o cinema por Brian Helgeland, que não fez um trabalho ruim, pelo contrário, seu roteiro é muito bom até certo ponto e os diálogos são interessantes, realmente nos prendendo no filme, então onde está a falha do filme? Tony Scott.

Mais uma vez Tony Scott peca em sua direção e na pós produção de seus filmes assim como fez em Men on Fire e Deja Vu (no Brasil Chamas da Vingança e Deja vu, ambos com Denzel Washington como protagonista). A edição cheia de efeitos que começa nos créditos e se estende pelo resto do filme chega a incomodar com todos aqueles movimentos de câmera e brakes desnecessários e efeitos visuais em excesso, Tony Scott mostra que perdeu a mão desde seus filmes de grande sucesso Top Gun e Enemy of the State, e não consegue mais dirigir filmes sem abusar de efeitos e uma série de clímaxes desnecessários para compensar o clímax final que não tem nada de clímax e sim uma enorme de uma decepção para o espectador, que espera uma reviravolta fantástica na trama que não acontece, talvez por falha de Helgeland ou de Scott, mas simplesmente não vem, e saimos do cinema com aquela sensação de que podia ser melhor.

Thales de Mendonça.

Confira o Trailer:

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Uma resposta to “Resenha de Segunda – The Taking of Pelham 123 ( O sequestro do Metrô 123)”

  1. João Says:

    porramm, deve ser muito fóda esse filme!

    com certeza absoluta eu vou.

    valeu pela dica liico!

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