Resenha de Segunda – S.Darko – Chris Fisher

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Depois de uma segunda atribulada cheia de trabalhos que infelizmente não tive tempo de trazer uma resenha para vocês, esta segunda voltamos normalmente com a resenha de S Darko, continuação de Donnie Darko, de Richard Kelly.

Quando Soube que a História de Richard Kelly ganharia uma continuação e não seria por suas mãos, eu sabia, com muita certeza, que não sairia algo bom, visto que um outro diretor/roterista representa uma outra cabeça, com outra vivência, e com uma outra visão sobre a história de uma outra pessoa, o foco da história principal seria comprometido, e foi.

Se Já não bastasse o roteiro raso de Nathan Atkins (Point of Entry, Cultivation), a direção amadora de Chris Fisher (diretor de alguns episódios de seriados norte americanos) chega a incomodar. O filme todo parece um enorme vídeo clipe, com closes sem sentido e cenas apenas musicadas que deveriam significar algo, mas não significam absolutamente nada para a obra final, mas vamos a história.

Samantha Darko (Daveigh Chase – The Ring), abalada com a morte do irmão e sem conseguir suportar o ambiente familiar desestruturado que se tornou sua casa, resolve fugir de casa aparentemente sem dinheiro, sem rumo, com sua amiga Corey, para o mais longe de Virgínia Possível. Neste momento já podemos nos perguntar o que de tão bizarro pode ter acontecido na vida desta menina devido a morte do seu irmão, mas isso não é explicado, nem sequer citado, Atkins quer que você entenda apenas que ele precisava de um ponto para começar o filme, e esse pareceu para ele – apenas para ele – um ótimo ponto para se iniciar uma História.

Samantha e Corey , vivida por Briana Evigan (Sorority Row) chegam a uma pequena cidade, após seu carro quebrar no meio da estrada, onde elas são resgatadas por Ed Westwick, o Chuck Bass do seriado americano Gossip Girl, que aparentemente não sabe fazer outra coisa além de Chuck Bass, e neste se filme se vê obrigado a fazer um empacotador de supermercado bad-boy que tem um carro importado e dinheiro para bancar pool partys em sua casa sempre que lhe der vontade. Logo somos apresentados a um leque de personagens clichês de filmes norte-americanos que Atkins acreditava que criariam para o espectador a atmosfera de cidade pequena onde todos sabem de tudo e julgam à todos, como a garçonete da única lanchonete da cidade, o mecânico que cobra caro por não ter concorrência, o típico pastor que veio se refugiar no meio do nada para esquecer seu passado sombrio, a beata que sofre de amores pelo pastor, mas tenta demonstrar um amor maior por Jesus, o Garoto Nerd, filho da familia aparentemente mais bem sucedida da cidade, e é claro, o louco da cidade que ninguém chega perto, neste caso IraqJack como a cidade prefere chamar o personagem de James Lafferty, que tenta, em vão, fazer a melhor atuação do filme. A cidade está abalada com o desaparecimento de duas crianças que foram misteriosamente sequestradas e que todos culpam IraqJack como feitor de tal ato, e esse é o começo da história, e a partir daí, tudo fica pior.

Fisher não se decide em qual prisma vai apresentar a história a seus espectadores, e deixa o ritmo do filme todo confuso, cometendo erros de continuismo (como a cena em que Randy – Westwitck – é agredido pelo nerd alterado vivido por Jackson Rathbone e cai estirado no chão, a cena muda, nada se explica e não vemos mais nada sobre tal acontecimento ou uma explicação do mesmo), fotografia dispensável, trilha sonora fraca e efeitos visuais meia-boca que não impressionam e só deixam a obra final apenas um pouco mais tosca. O personagem de Lafferty é uma espécie de Donnie, com suas visões e disturbio mental semelhantes ao protagonista do filme anterior e Samantha é apenas mais uma menina que dorme e acorda no meio do nada (nesta continuação, este fator se torna algo sem sentido algum, visto que Donnie era sonâmbulo porque era despertado por Frank, e Samantha não tem visões nesse filme, só no final, numa tentativa falha de dar algum sentido a personagem). O filme então fica num vai e vem de cenas com efeitos especiais simplórios e atuações porcamente executadas por atores mal dirigidos e nada é explicado.

Diferente de “Donnie Darko”, “S.darko” não é um filme que se completa como obra, necessitando de seu anterior para construir uma história decente. O diretor não explica os Wormholes, as Spears of destiny ou qualquer outra coisa que precise de explicação, como os meteoritos que caem do céu e criam erupções no corpo e visões do futuro nas pessoas que entram em contato com sua superfície. O filme termina sem dar uma explicação para o desaparecimento das crianças (elas são encontradas, mas apesar do espectador saber quem é o culpado, o diretor não se preocupa em definir o motivo do sequestro) ou qualquer explicação para qualquer outra dúvida que tenha surgido. S.darko não se sustenta como Filme e apenas como continuação, uma muito porca por sinal.

S.darko veio para mostrar que alguns filmes simplesmente estão perfeitos sem continuação, e que cada vez mais tentativas de lucrar em cima de algo que já deu certo uma vez, pode não dar certo de novo.

Thales de Mendonça.

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3 Respostas to “Resenha de Segunda – S.Darko – Chris Fisher”

  1. Vitor Torres Says:

    eu quase comprei esse piratão pensando que fosse o classico Donnie Darko com uma capa diferente. rs… não sabia da continuação…

    não li o texto liico, pois ta com cara de spoiler. rs

    vou vero flime, depois eu leio e comento!

    abçs

  2. eraserhead Says:

    Você tem razão, esse filme foi feito para lucrar e nem se deram ao trabalho de elaborar alguma coisa com o mínimo de qualidade.
    Filme completamente desnecessário.

  3. Leandro Pelotinha Says:

    Qndo terminei de assistir Donnie Darko, fiquei parasilado por em media 30 minutos apos o filme acabar, sem desligar..somente na tela preta….Era “Eu” assimilando a estranheza e profundidade do que eu acabava de ver…
    S. Darko não causou 1/10 do efeito do longa anterior….ficou fadado a somente a viagem no tempo e a causa física dela…Simples como o Filme Premonição… Papapa se isso acontece…Pupupu se akilo acontece….
    Efeito Borboleta sofreu o mesmo com as tentativas de continuação apos o Intenso 1° volume…Triste qndo a produção cinematografia defeca em jóias como os Titulos citados…mto triste…

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