Resenha de Segunda – A single Man (Direito de Amar) – Tom Ford

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Depois de Mais uma segunda feira atribulada em meio a trabalhos intermináveis, voltamos com o Resenha de Segunda com “A single man”.
Quando George Falconer (Colin FirthThe English Patient; Bridget Jone´s Diary) não consegue mais se livrar das memórias do passado – incluindo a morte de seu amante em um trágico acidente de carro – e a dor que elas trazem para ele, a cor se vai da sua vida e uma torrente de emoções e sensações passam por sua cabeça, e este passa a se ver à beira de sua vida. Em um dia ensolarado de 1962, A Single Man nos leva pela rotina de um homem que busca incessantemente vislumbrar alguma motivação para viver sem seu parceiro.

George é um professor de Inglês em uma pequena escola, mora em uma casa de vidro projetada por seu antigo parceiro e se envolve apenas com sua amiga de longa data Charley (Julian MooreMagnólia; Hannibal) – uma dona de casa rica e deprimida por ter sido abandonada por seu filho e seu marido e vê em George o homem que poderia ter feito sua vida feliz, mas não o fez por George ser homossexual. Ele vive entre suas aulas no colégio e pequenos encontros melancólicos com Charley sem nenhuma perspectiva de futuro agora que Jim (Mathew Goode Watchmen; Match Point) seu parceiro de mais de  dezesseis anos morreu em um terrível acidente de carro. George então percebe que precisa desesperadamente tomar uma decisão, um rumo, um sentido à sua vida e é neste ponto que somos apresentados a George e o turbilhão de emoções e incertezas que o cerca.

George tem uma forma peculiar, poética e muito dramática de analisar sua vida, como um espectador de um espetáculo apresentado por outra pessoa, onde você pode olhar detalhes e se preocupar com outras coisas enquanto tudo acontece conforme o roteiro. A single Man é um filme difícil de se explicar ao mesmo tempo que é dotado de uma simplicidade que o faz tão especial e envolvente, é um filme que deve ser sentido, cada segundo, cada frame, cada momento deste espetáculo que nos é apresentado pelo estilista e estreante como diretor, produtor e escritor, Tom Ford.

Ford brinca com a câmera e com a fotografia como um maestro conduz sua orquestra, de forma suave e experiente, como se este não fosse seu primeiro filme, nos conduzindo sem perceber pela vida deste homem que acaba nos fascinando, seja por seus devaneios ou por seu jeito misterioso. Mudando a fotografia de acordo com as emoções de George, Ford vai além do que está presente no roteiro e nos apresenta emoções, imagens que devem ser sentidas, apenas sentidas, e não interpretadas ou compreendidas. A ambientação e trilha sonora perfeitamente escolhidas não pecam em nenhum momento, nos levando aquele dia ensolarado em 1962, para olhar para dentro de uma casa de vidro, “Me recuso a viver em um mundo sem sentimento” diz George, completando a proposta do filme de te fazer sentir e se envolver.

“Sou exatamente aquilo que aparento, se você olhar bem de perto” , olhe bem de perto, admire, sinta e se deixe envolver por George, este homem singular, e sua busca por um rumo para sua vida.

Veja o Trailer:

Thales de Mendonça

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