Resenha de Segunda – The Book of Eli (O livro de Eli) – Hughes Brothers

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Boa tarde pequenas células pensantes, mais uma resenha de segunda para vocês, bom começo de semana!
Em um futuro pós apocalíptico, torturado pelo sol que cega agora após uma guerra atômica,  um homem carrega consigo um livro que julga precioso e que deve levá-lo a seu destino, independente dos obstáculos que surgirem, assim começa The Book of Eli.

Denzel Washington (Crying Freedom, American Gangster), é Eli, um homem solitário que vaga por uma terra árida devastada por guerras e pelo sol escaldante que não deixa mais nada brotar do solo e torna tudo miserável, carrega consigo um Ipod, uma faca, uma espingarda, um óculos para proteger seus olhos dos raios do sol, que agora cegam as pessoas,  e pequenas outras coisas necessárias para se sobreviver sozinho em um mundo onde as pessoas voltaram aos seus instintos mais primitivos e matam e roubam pessoas pelos motivos mais banais possíveis, além de todas as coisas que Eli carrega, ele carrega consigo um livro, um livro misterioso que ele protege com a própria vida. É claro que em um lugar onde tudo encontrado é valoroso, um livro que alguém se preocupe demasiamente chama atenção, muita atenção, e acaba chamando a atenção de Carnegie (Gary Oldman – Batman Begins ; Batman TDK) e seus capangas, que agora querem o livro de qualquer jeito nem que precisem travar uma verdadeira batalha com Eli, que tem habilidades de combate extraordinárias que o manteve longe de confusões até agora, mas desta vez o livro está em jogo e Carnegie não ira desistir tão fácil como os outros, e basicamente o filme se resume nisto, basicamente.

Book of Eli é mais inteligente do que aparenta e exige um pouco mais de atenção do espectador do que o habitual, deixando pequenas pistas que são importantes para o entendimento completo do desfecho da trama, desfecho este que deixa até o espectador mais atento um pouco surpreso, fazendo valer a pena o ingresso e os minutos passados no cinema, os planos de câmera dos irmãos Hughes não deixa a desejar em nenhum momento e a fotografia esbranquiçada e chapada te deixa com a garganta seca e com sensações de calor, a coreografia das lutas é suave, fazendo com que Denzel deslize facilmente entre os movimentos, a trilha sonora é dispensável e este fator se torna até um adicional para construir a atmosfera do mundo dos irmãos Hughes, então o que faz de Book of Eli um filme mediano e não um ótimo filme apocalíptico? seus personagens e suas atuações.

Eli é um homem como qualquer outro, tirando sua motivação e suas habilidades fantásticas para luta, ele se mostra fechado e deixa todos uma distância considerável de sua intimidade, incluse o espectador, neste caso o que dificulta muito o entrosamento com o filme, os personagens não são carismáticos ou cativantes ou qualquer coisa que nos faça sentir atraídos por eles, simplesmente ficamos à espera da próxima sequência de luta bem coreografada e o desfecho final, pois no decorrer da história, não conseguimos nos envolver ou odiar nenhum dos personagens, nem mesmo Gary Oldman convence como vilão, ele é cruel como qualquer outro ser humano e é patético como qualquer outro vilão que só existe para tornar o protagonista melhor do que ele realmente é, a jovem Mila Kunis (Max Payne) que faz a sofrida e desajeitada Solara, é a que chega mais perto do público, com sua simplicidade e curiosidade que todos aqueles que estão assistindo também tem, mas é o máximo que nos conseguimos sentir incluidos no filme com os personagens e as atuações.
O ritmo não cansa e a trama muito menos, mas Book of Eli, cansa com seus personagens e atuações nada envolventes e satisfatórias o que o torna um filme extremamente mediano, mas não dispensável, o filme pode, e deve, ser assistido mais de uma vez, talvez para captar melhor a mensagem transmitida ou talvez para apreciar as lutas e explosões mais uma vez.
Book of Eli é um filme que vale a pena ser assistido e depois talvez apenas folheá-lo novamente, assistindo um trecho ou outro, mas talvez te canse na segunda ou terceira leitura. Mesmo com seus pontos fracos, ainda vai criar uma série de fãs por causa de suas mensagens e uma série de inimigos que vão torcer o nariz por seu apelo comercial e por seu simplório envolvimento com o espectador.

Thales de Mendonça

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