TOP 20 – Melhores da Década – (15 ao 11)

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Continuando com nossa trajetória pelo mundo do cinema, venho listar aqui mais cinco filmes do nosso TOP 20 – Melhores da década, dessa vez listarei do 15º ao 11º filme, sem mais delongas, vamos à eles.

15: La Mala Educación (Má educação) – (2004) – Pedro Almodòvar

Simplesmente o melhor almodòvar. Apesar do grande público considerar “Hable con ella” a melhor peça, La Mala Educacíon tem o melhor que o diretor já pode extrair de si, o humor rápido, os diálogos dinâmicos, o roteiro complexo e bem amarrado, a atuação maestral de Gael Garcia Bernal (Y tu mama tambén, Amores Perros) e é claro, as cores e ambientações de almodóvar. O diretor consegue distribuir neste trabalho tudo aquilo pelo qual se tornou famoso no mundo e nos contar a instigante história que até hoje não foi confirmada se trata-se ou não, de passagens de sua própria vida.  Criticando a Igreja e os colégios tradicionais com sutileza, Almodóvar conta a história de dois meninos que estudam em um colégio católico dos anos 60 e conhecem juntos o amor e o medo nas mãos do Padre Manolo, e 30 anos depois acabam cruzando suas vidas novamente. Brincando com a metafilmagem, a trama de almodóvar, com ajuda da direção de arte de Antxón Gómez, o figurino de Paco Delgado e Jean-Paul Gaultier,  se enrosca e enrosca o espectador junto, deixando você fascinado e confuso, e o final vale a história.

14: 3:10 To Yuma (Os Indomáveis) – (2007) – James Mangold

Um homem de família, um bandido, um trem, e um Western tão bom quanto os feitos antigamente por Sergio Leone. Christian Bale (American Psycho, Equilibrium) é Dan Evans, um homem ferido nas guerras do sul que tem uma dívida com o chefe da cidade. Quando seu celeiro é queimado e sua família é ameaçada, Dan sente que em breve terá que tomar uma decisão, e é quando o bando de Ben wade (Russel Crowe – Gladiator, State of Play), o bandido mais procurado por aquelas bandas aparece. Por obras do destino, Ben Wade acaba sendo caputrado e eles precisam de bons homens que o escoltem até o trem das 3:10 do dia seguinte, que parte para a Prisão de Yuma, e é então que Dan vê a oportunidade de salvar sua família de sua dívida e se dispõe a levá-lo. Com o bando na cola deles, os indíos dominando as terras em volta, e a presença do próprio Ben Wade no meio do grupo, a missão parece estar fadada a dar errado, mas é aí que ela vence. A relação do bom homem e do bandido malvado é dirigida com maestria por James Mangold e conduzida com uma beleza ímpar por Bale e Crowe. Crowe é Ben Wade, seu olhar e sua pistola fascinam, a mais rápida e fatal do oeste. Bale com seu olhar e suas falas perfeitamente pausadas, passam um desespero que só um pai de família na beira do abismo seria capaz de passar, ele precisa salvar sua família, sua dignidade, e provar para seu filho, que sorrateiramente acabou fazendo parte da escolta, que ele não é o homem fraco e submisso que o menino acha que é. Uma história linda, numa ambientação fantástica, trilha sonora perfeita e cenas de ações de tirar o fôlego. 3:10 to Yuma é como todos os Westerns deveriam ser.

13: Antichrist (Anticristo) – (2009) – Lars Von Trier

Um casal transa enquanto seu bebê acidentalmente cai da janela do apartamento.  Devastados, a mãe e o pai (no filme chamados apenas de she e he, interpretados por Charlotte Gainsbourg – The science of sleep, e Williem Dafoe – The Boondock Saints) tentam superar o trauma juntos. Ele, psicólogo, percebe que ela não está conseguindo superar a culpa e decide tratá-la. Instigando ela a expor seus medos, ele acaba trazendo à tona o pavor dela por  uma cabana na floresta que é propriedade do casal e ele decide levá-la até lá, e na cabana que o filme realmente começa.  É no meio da floresta, em contato com a natureza, isolados do mundo, que ela começa a externar seus medos, suas aflições, sua culpa e sua angústia, e Lars von trier consegue jogar na tela esse turbilhão de sentimentos em cenas que causaram controvérsias no mundo inteiro. Em sua primeira exibição, metade dos espectadores saíram dizendo que era a maior merda já feita no cinema enquanto a outra metade aplaudiu como a obra de arte que Antichrist é. Charlotte tem um semblante introspectivo que muda para o caótico em questão de poucas cenas, no momento em que ela pisa na grama e olha a a cabana, sua crise atinge outro nível, sua atuação choca tanto quanto as cenas apresentadas no filme, e Dafoe não fica para trás, asissta, aplauda ou se odeie eternamente por ter assistido, Antichrist será sempre uma obra que causará um turbilhão tão grande de emoções e sentimentos, que fica difícil chegar uma conclusão clara no final de sua exibição.

12 : No Country for old men (Onde os Fracos não tem vez) – (2007) – Joel & Ethan Cohen


 

Baseado no romance escrito Cormac McCarthy, No Country for old men é um filme denso e realmente não é para fracos. O veterano do vietnam Llewelyn Moss (Josh Brolin – Milk, Honah Hex) está no deserto quando se depara com uma verdadeira chacina e junto dela, uma mala de heroína e uma com dois milhões de dólares. Pegando a mala de dinheiro para si, Llewelyn não sabia que iria colocar em sua cola, o assassino Anton Chigurh (Javier Bardem – Goya´s Ghosts, Carne trêmula), silencioso, cruel e obstinado, munido de uma arma um tanto incomum, Anton não irá parar enquanto não reaver o dinheiro e eliminar qualquer impecilho em seu caminho. A chacina e os demais corpos que vão surgindo por onde Anton passa, chama a atenção do xerife prestes a se aposentar Ed Tom Bell (Tommy Lee Jhones – Natural Born Killers, MIB I & II) que também está no encalço de Llewelyn. Indicado a 8 oscars, e vencedor de 4, incluindo o de melhor filme, No country for old men é extremamente angustiante e mantém o espectador apreensivo durante toda sua duração. Os irmãos Cohen, reconhecidos mundialmente pela qualidade em seu trabalho, não deixam a desejar neste filme impressionante, seja por seus personagens extremamente reais, seja pela atmosfera que os cerca.

 

11: Låt den rätte komma in (Deixe ela Entrar) – (2008) – Tomas Alfredson

Esqueça os que brilham, ou os que são caçadores de sua própria raça, Låt den rätte komma in é o melhor filme de vampiro da década sem sombra de dúvida. Insipirado no romance homônimo escrito pelo próprio roteirista do filme, John Ajvide Lindqvist, o filme foi delicadamente construido, desde a escolha do elenco, que para selecionar os duas crianças principais demorou cerca de um ano e meio, até a seleção das cores das vestimentas utilizadas por cada personagem. O texto, muito ambíguo e cheio de metáforas é um dos roteiros mais bem adaptados dos últimos anos. A história narra a relação entre duas crianças nos subúrbios de Stocolmo em meados dos anos 80. Oskar (Kare Hedebrant) é um menino introspectivo, calado, inteligente e que sofre Bullying em sua escola. Sem amigos, Oskar passa a maior parte dos seu dia no parque congelado pela neve em frente de casa, e é neste mesmo parque que ele conhece Eli (Lina Leanderson), e automaticamente viram amigos. Eli é um personagem extremamente misterioso, vive sozinho com seu pai e só sai à noite, é pálido, mas nada fora do normal já que estamos falando da Suécia.  A relação construida pelos dois é extremamente delicada e frágil, mas que aos poucos vai se consolidando, principalmente depois que Oskar descobre que está se tornando amigo de um vampiro.  Ganhando 52 prêmios em festivais e um contrato para um remake norte americano antes mesmo de lançar oficialmente nos cinemas da própria Suécia, Tomas impressionou o mundo com sua película. Diferente da carnificina explícita que estamos acostumados a encontrar nos filmes do gênero, este é singular em suas cenas que não mostram mais do que o necessário. O pânico e o pavor se dá exatamente por tudo aquilo que não se consegue ver, e Tomas se aproveita do fato de que o que imaginamos é sempre pior do que realmente está acontecendo para gravar na nossa mente cenas que soam, pelo menos pelos barulhos, horripilantes.

 

That´s all Folks!

por hoje, é claro.
Logo chegaremos a segunda etapa do Top 20 e entraremos nos 10 primeiros melhores da década.

 

Thales de Mendonça.

Uma resposta to “TOP 20 – Melhores da Década – (15 ao 11)”

  1. willian Fidelis Says:

    quero ver todos … ja pode me passar rsrsrs

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