TOP 20 – Melhores da Década (10 ao 06)

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Bom dia, e vamos continuar com nossa pequena maratona, listando agora os filmes que ocupam do 10º ao 6º lugar. Tenho recebido comentários interessantes à respeito da lista, é a proposta é essa, se vocês não concordam com o que está escrito, sintam-se à vontade para dizer, vamos lá.

10: Kill Bill Vol. 1-2 (2003- 2004) – Quentin Tarantino

Quentin Tarantino é o tipo de diretor que você ou ama intensamente, ou não gosta, mas ninguém pode reclamar da qualidade e genialidade de seus filmes. Seu filme de estréia tem um roteiro tão bem criado que impressionou o mundo inteiro com a história de um grupo de assassinos dentro de um galpão. Reservoir Dogs ainda é considerado o melhor dele, mas infelizmente não faz parte desta década. Muitos vão lembrar de Inglorious Basterds e sua qualidade, porém Kill Bill é o filme em que ele conseguiu juntar elementos sem virar uma farofa horrorosa. Quentin sempre foi fã dos filmes de Kurosawa, das animações japonesas, dos quadrinhos, dos gansters, do texas, dos filmes de kung fu, das mulheres e da Uma Thurman. Kill Bill é uma mistura de tudo isso, com uma história de vingança sobre um acontecimento tão intenso que não tem como você não odiar Bill. Ele pegou seu grupo de assassinos e invadiu um casamento, matou os 8 presentes, e deixou a noiva em coma, mesmo ela estando grávida. Ela (Uma Thurman – Pulp Fiction, Batman & Robin), a noiva, acorda anos depois em um hospital, sem sua filha e sem sua vida, e resolve ir atrás de todos aqueles que destruiram sua felicidade, e atrás de Bill. Exatamente por ser um Tarantino, a direção é fantástica, seja pelos planos saídos diretamente dos quadrinhos, seja por seus diálogos que o tornou reconhecido, seja pela trilha sonora extremamente bem selecionada ou pelas cenas de luta de tirar o fôlego que são um Ode aos filmes do gênero, Kill Bill é um prato cheio pra quem gosta de cinema.

9: Wall-E (2008) – Andrew Stanton

Alguns podem estranhar uma animação no meio de tantos filmes, até pensei primeiramente em listar as 20 melhores animações da década, já que Valsa com Bashir, Persépolis, Up, Tekkonkinkreet, entre outras, também merecem seu espaço, mas Wall-E, diferente de todas essas merce sim, estar entre os 10 melhores FILMES da década.
Depois que o Planeta terra virou um enorme amontoado de lixo, os seres humanos resolveram partir para uma enorme nave-colônia e deixar pequenos robôs de limpeza compactando e empilhando o lixo da terra. Aos poucos, os robôs vão estragando suas peças e perdendo sua funcionalidade, menos um deles. Da marca Wall-E , este pequeno robô aprendeu que quando suas peças quebram, ele pode trocá-las por outras que estejam funcionando, e sozinho ele continua seu trabalho em empilhar o lixo da terra, não totalmente sozinho, ele está acompanhado de uma pequena baratinha companheira.
A vida do pequeno robô muda quando EVE, uma máquina de reconhecimento desce no planeta terra para uma missão ainda desconhecida. Wall-E então se apaixona perdidamente por ela, e está disposto a abandonar sua vida e rumar para o espaço para estar com ela. A história parece simples, um tanto quanto clichê, isso se ela não tivesse praticamente nenhuma fala. Os robôs emitem sons e tem pequenos traços de expressão que conduzem a matiz do filme inteiro, trazendo à tona os sentimentos mais primitivos de afeição e carinho dos expectadores. A trilha sonora, casada com os rúidos emitidos pelos vários robôs que aparecem durante o filme casam com perfeição e trilham um caminho cheio de sucesso de uma animação delicada e que precisa ser sentida. Não existem palavras que definam este filme tão bem quanto os olhos sonhadores de Wall-E e seu sussurro mecânico chamando por sua amada.

8: Little Miss Sunshine (Pequena Miss Sunshine) –  (2006) – Jonathan Dayton, Valerie Faris

Se existe uma família de desajustados extremamente real, é a familia de Little Miss Sunshine. O pai, Richard (Greg Kinnear – W were Soldiers), é um derrotado que dá palestras sobre como ser um vencedor.  A mãe, Sheryl ( Toni Collete – The sixt Sense), uma professora sofrida que não tem força de vontade nem para largar o vício do cigarro, que o marido considera vício de derrotados. O Filho mais velho, Dwayne (Paul Dano – There Will be Blood), é um garoto problemático que como sempre se sente na família errada e tem como único objetivo passar na escola de aviação e por isso, fez um voto de silêncio. O Patriarca, Edwin (Alan Arkin – Blank) é um viciado em heroína que só tem olhos para sua neta, Olive (Abigail Breslin – Sign), uma menina que foge dos padrões de beleza norte americano, mas que quer imensamente participar do concurso Little miss Sunshine, um concurso de beleza para pequenas misses. O tio, Frank (Steve Carrel – 40 Year Old Virgin) é um professor homossexual que estava internado por ter tentado suicídio, e recebe alta quando a família recebe a notícia de que a ganhadora do concurso está impossibilitada de ir e Olive é a segunda colocada, e deve ir no lugar. A família então resolve levar a menina, mas todos devem ir juntos, dentro da velha Kombi e então toda a complexidade dos personagens vem à tona. Enclausurados dentro do veículo, cruzando o estado, a família tenta interagir, tenta se mostrar família, como nunca foram antes, pela felicidade da pequena garota, e os problemas e conflitos surgem como é normal acontecer em toda reunião de família. Little Miss Sunshine é um ensinamento sobre o ser família. À medida que acompanhamos os Hoover em sua jornada, vemos neles, os membros da nossa família, com um roteiro maravilhoso dirigido fantasticamente por Dayton e Faris. é quando eles crescem como pessoas que eles crescem como família e só crescem como família pois expõem suas diferenças, diferenças essas que os fazem personagem tão especiais. Em dado momento do filme, Richard vira para todos e diz “ok, por favor, finjam ser normais” pois é isso que o filme quer transmitir, seja normal na frente dos outros, se quiser, mas com a sua família você deve ser quem quiser, nem que que seja uma pequena miss sunshine.

7: Irréversible (Irreversível) – (2002) – Gaspar Noé

O tempo arruína tudo. Com essa premissa, Noé nos transporta por uma jornada por uma noite de três amigos. Forte, impactante e extremamente denso, Irreversível é um filme que nos deixa com a sensação de que a vida é ordinária e que um simples acontecimento, com o tempo pode levar tudo à ruína. A fotografia, crua, escura, a câmera frenética e precisa, focando aquilo que é necessário, acompanhando os movimentos da noite, nos transporta para o drama de três pessoas que são meros fantoches do tempo. Irreversível tem um nível de crueldade e violência que alguns julgam desnecessária, mas não passa de um nível de realidade, inteiramente necessário para firmar a narrativa, ele deve ser assistido pois é cinema arte, tão cruel e realista quanto Claudio Assis e seu Baixio das Bestas. O tempo arruína tudo, e é irreversível.Grave isso em sua retina com as cenas deste filme que causa asco e fascinação.

6: Where the Wild Things Are (Onde vivem os Monstros) – (2009) – Spike Jonze

“Existe um dentro de todos nós”. Max é um garoto extremamente inventivo, como qualquer outra criança. Quando sua mãe coloca ele de castigo por destruir o quarto da sua irmã, que não lhe deu atenção por ser pequeno demais, max resolve então fazer birra e chamar atenção. Quando confrontado pela autoridade de sua mãe, max foge e com um pequeno barco, atravessa para um mundo onde se torna rei de vários monstros, cada um com características específicas, todas elas pequenas facetas do próprio Max. Como rei ele deve comandar esses monstros e mostrar para eles o que se deve ou não fazer, e é claro, controlar seus ímpetos pois neste mundo, ele não é a criança, ele é o chefe de todas elas. No momento em que max (Max Records) desce no mundo criado nos livros por Maurice Sendak, descemos juntos dentro da nossa infância. Assim como o livro, o filme é atemporal, e lida com fatores da personalidade  que todos que cresceram e amadureceram tiveram com que lidar, na medida que max aprende, reaprendemos lições básicas, porém profundas, que só causa o efeito desejado pois Spike Jonze soube como ninguém conduzir essa história. Com uma trilha sonora toda feita por crianças e a mulher do diretor, risos, gritaria e algazarra embalam as brincadeiras e lições passadas no filme. Duas vezes tendo seu lançamento adiado pelo estúdio, Were the Wild things Are quase não foi aos cinemas, pois foi taxado de “filme sobre uma criança estranha para adultos que foram crianças estranhas”. De fato, o filme não é tanto para as crianças, essas se deliciarão com as brincadeiras e as lições, porém a viagem vale mais para aqueles que há muito haviam esquecido como é ser criança.

Impossível agradar à gregos e troianos, porém acredito que cada filme aqui presente merece seu posto.
Por estar viajando posso demorar para trazer os primeiros cinco filmes do top 20 – melhores da década por Thales de
Mendonça.

Até a próxima.


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