TOP 20 – Melhores da Década – (20 ao 16)

15 de dezembro de 2010 by

O cinema nada mais é do que uma enorme célula que nos últimos 100 anos se reinventa e se transforma acompanhando a história, a política, e a mente da sociedade. Dentre os zilhões de filmes que existem pelo mundo, sempre existem aqueles que se destacam e se tornam memoráveis, filmes que exigem daqueles que o fazem, um trabalho hercúleo para que em um minuto de falas e gestos, pessoas possam se comover e absorver a mensagem que eles querem transmitir.

Alguns trabalhos, quando avaliados, seja por sua singularidade técnica, seja por sua delicadeza, acabam sendo considerados os “melhores”, de seu gênero, de seu país, ou do ano em que foi lançado.
Como uma Maneira de prestigiar aqueles que se destacaram nos últimos dez anos, farei aqui uma lista dos 20 Melhores filmes da Década (2000 – 2010). Na lista abaixo teremos um compilado dos 5 últimos filmes da lista de filmes que, mesmo nem todos terem chegado ao conhecimento do grande público, causaram fascinação nos amantes da sétima arte, ou pelo menos em mim.

20 : Hard Candy (Menina má Ponto Com) – 2005 – David Slate

Quando pensei nesta lista, sabia que Hard Candy definitivamente deveria estar nela. O filme veio para o Brasil com um nome ridículo, com uma proposta de filme de terror (os posters vinculados lembravam muito “medopontocom” assim como o nome) e ficando pouquíssimo tempo nas salas de cinema.

Hayley Stark (Ellen Page – Whip it, Juno) tem um caso virtual com “lensman32” , a identidade secreta de Jeff Kohlver (Patrick Wilson – Watchmen, Little Children) , um fotógrafo de 32 anos que mora sozinho em sua casa-estúdio.
Hayley, de 14, propõe um encontro e Jeff resolve aceitar, mas as intenções da menina são completamente distoantes das de Jeff.
A fotografia é o grande dierencial do filme. Os planos parados se casam com as cenas movimentadas graças à fantástica fotografia do filme, que trabalha com cores que definem bem a tensão e as emoções presentes em cena. A frieza dos personagens é claramente marcada pelo branco e cinza e a luz baixa que vem por detrás das persianas, meticulosamente fechadas para esconder o que se passa dentro da casa.  Brian Nelson criou um roteiro fantástico, que te mantém preso na tela e suando frio a cada passar dos minutos. O filme decorre inteiramente dentro da casa e roteiro sustenta seu único cenário como poucos fizeram. Ellen Page está fantástica em seu papel, uma Anita de Manoel Carlos, sensual, delicada e cruel, a comparação chega a ser pouco pois Hayley é muito mais cruel do que Anita jamais foi. Patrick Wilson dispensa comentários,  sua atuação é perfeita, não se consegue extrair nada de sua face, não se sabe se ele está mentindo ou falando verdade, se é uma vítima da situação ou se está pagando por seus pecados.

 

19 : Jarhead (Soldado Anônimo) – 2005 – Sam Mendes


Jarhead traz para as telas a história de Anthony Swofford (Jake Gylenhall – Donnie Darko, Brokeback Mountain), um jovem norte americano que se alista no exército e passa pelo treinamento de fuzileiro e vai para a Guerra no Kwait, em 1991. O filme é um dos poucos filmes de guerra que não temos mortes ou cenas épicas de trocas de tiro, e esse é seu grande diferencial. Em 1991, o exército americano foi ao Kwait e acabou não fazendo nada, para generalizar as coisas, e seus soldados voltaram para casa sem dar um único tiro, e é sobre isso que o filme trata, sobre a lavagem cerebral que os jovens americanos sofrem para se tornar fuzileiro e sedentos por guerra retornam à sua antiga vida completamente deslocados. A cada chamado para batalha, a cada momento de brincadeira, ficamos aguardando um ataque, um tiroteiro, algo que mude o marasmo do acampamento, marasmo este que deixa Anthony louco, e nós também. O suspense e a espera pelo sangue na tela que parece ser iminente nos deixa aflitos durante o decorrer do filme inteiro. Alguns podem citar “Guerra ao Terror” o mais novo filme de Katherin Bigelow, como tendo o mesmo viés, mas Guerra ao Terror não soa tão genial quando já se assistiu Jarhead.

18: Le scaphandre et le papillon (O escafândro e a Borboleta) – 2007 – Julian Schnabel

Esta obra de arte que adapta o livro do Jornalista e ex editor da Elle Francesa Jean-Dominique Bauby (Matthew Almaric – Quantum of Solace, Munich) é tipo de filme que só os franceses conseguiriam fazer, com sua pelicula cheia de sentimento . Jean-Do, como é chamado, sofre um derrame subitamente enquanto passeava com seu filho em seu carro conversível. Levado para um Hospital, Jean-Do descobre que está paralisado porém seus órgãos continuam funcionando, mas ele só pode mexer seus olhos. Com a ajuda de uma fonoaudiologista que tem como propósito criar uma maneira para que ele possa se comunicar com o mundo, Jean-Do aprende o alfabeto dos olhos, alfabeto que consiste em piscar o olho duas vezes quando a pessoa pronunciar a palavra que a pessoa deseja. Pode parecer um processo complexo de início, mas é com estes pequenos movimentos com o olho que ele escreve seu livro. O diretor Julian Schnabel consegue nos colocar dentro do escafandro em que Jean-Do vive, quando coloca sua câmera como a visão limitada e borrada do único olho bom do paciente, somos então obrigados a nos sentir enclausurados, mas assim como o protagonista e sua mente borboleta, transpomos a câmera e vamos além, sendo levados para longe do quarto do hospital.

17: Milk (2008) -Gus Van Sant

Como se Sean Penn (Mystic River, I am Sam) já não fosse motivo suficiente para assistir a um filme, temos Gus Van Sant (Good will Hunting , Finding Forrester) como diretor deste filme que emociona, sobre a tragetória de um homem que em apenas oito anos, mudou a história política dos Estados Unidos, Harvey Milk. Gus já havia provado sua qualidade como diretor em seus filmes anteriores, mas é com Milk que ele mostra todo seu potencial. O roteiro que traz para as telas as fitas da trajetória de Harvey Milk, a mescla os fatos reais e os romanceados e a direção de elenco que nos transporta de volta para aquela época, é um trabalho que simplesmente não pode ser ignorado.

16:  Requiem For a Dream (Réquiem para um Sonho) – (2000) – Darren Aronofsky

Ainda estudado e Muito discutido em alguns cursos de cinema, Requiem relata a história de quatro pessoas, e seus vícios e a estrada para o fundo do poço. Se você achou Trainspotting de Danny Boyle um filme difícil de se assistir, saiba que este é pior. A trajetória dos personagens nos leva por experiências extremamente degradantes, a fotografia, a dinâmica da câmera e a pesada trilha sonora, constroem um filme que dificilmente será esquecido por aqueles que o assistiram. Aronofsky criou tantas simbologias e montou o filme de forma tão peculiar, que as metáforas brotam na frente da tela. Atenção especial para a atuação de Ellen Burstyn, que concorreu ao Oscar de Melhor Atriz em 2001 por este filme. O choque entre a ilusão causada pelo vício e a realidade nunca foi tão bem descrito como no roteiro escrito por Hubert Selby Jr, baseado em seu livro homônimo.

 

Em breve os próximos 5 filmes.

Abraços!

Thales de Mendonça

 

 

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Deu o re-Start, gravações do curta “Oliteralmente” retomam amanhã!

14 de dezembro de 2010 by

Dominados pela fissura a Cellula começa amanha a retomada das gravações de “OLiteralmente”, a correria da produção incendiária incessante não é insensata. Tudo deve estar nos conformes para conseguirmos de fato consolidar a maturidade que ganhamos depois desse ano denso tenso intenso.

Aguardem mais postagens sobre a produção, em breve o making of estará aqui nesse blog. Fiquem com a sinopse de “O Literalmente”:


“Qual o valor de uma alma? De um coração? Você venderia sua mente? Quanto pagariapela felicidade? Em uma feira, a sua cabeça, exposta na prateleira, é avaliada por seuspensamentos. Algo deve ser dito!”

uma pitada de reconhecimento pelo trabalho árduo de cada dia.

9 de dezembro de 2010 by

Já começam a soar os primeiros ecos do trabalho Cellular. Na 9a Mostra Nacional de Video Universitário de Mato Grosso fomos contemplados ao todo com 3 premiações: melhor animação para Rainha de Copas, melhor vídeo pelo juru popular para Tiros em Colorbine e uma Menção Honrosa pelo roteiro de Colapso Narciso, que ficou em terceiro lugar como melhor ficção, o primeiro ficou para Garoto Barba, de Cristopher Faust.

A Mostra nacional de vídeo universitario desde seu inicio feita pelo professor Moacir Francisco é a maior vitrine para o cinema universitário e independente no estado, protagonista singular na cena do audiovisual, a  mostra contou com oficinas de direção de arte, fotografia para cinema, e de direção, ministradas respectivamente por Carol Araujo, João bertoli e Bruno Bini.

Se ainda não ouviu os ecos, fique atento,
a Cellula promete gritar mais alto.

@felippydamian

Rainha de Copas:

Tiros em Colorbine:

Colapso Narciso



O preço do feijão.

7 de dezembro de 2010 by

“Não é mole não R$ 1,60 é o preço do feijão”, era a palavra de ordem que cantava o movimento estudantil  junto a extinta CLTP, há uns cinco anos atrás, para protestar contra o aumento surreal da tarifa do transporte público. O feijão ta na média de R$ 3,50, a tarifa do ônibus subiu recentemente para R$ 2,50, devemos comemorar?

A educação aqui neste país, tão livre quanto neo-liberal, quando não se omite, tende a formar indivíduos deformados coletivamente, é melancólico dizer, mais a UFMT no caso o topo da piramide, apenas forma e conforma, forma e conforma, forma conformados…

Essa realidade não é aceita por todos, alguns secundaristas do Nilo Povoas andam na contramão, junto ao professor de história Bruno Rodrigues, eles produzem o documentário “é o preço do feijão” que faz uma abordagem histórica e analisa a atual e calamitosa conjuntura do transporte público. A Cellula entende qual a importância de democratizar a comunicação e não vai ficar de fora dessa luta, estamos produzindo em conjunto este vídeo com os alunos para dar vazão às suas opiniões.

No dia 25 de novembro, cobrimos com mais de duas horas de vídeo o ato do movimento estudantil que reivindicava a manutenção do passe livre e protestava contra o aumento da tarifa (para R$ 2,50), aumento do IPTU e privatização da SANECAP. No melhor estilo CMI gravamos tudo, inclusive o que não está na pauta dos grandes jornais. As imagens coletadas estão em processo de edição.

Só comemoraremos quando meios de comunicação independentes, ou coletivos de audiovisual  com esta visão como a Cellula não forem mais minoria.

@felippydamian

momento de t-r-a-n-s-i-ç-ã-o.

25 de novembro de 2010 by

lost in translation

Sabe aquilo que chamamos de Cellula Mutante? Que busca o movimento transversal despertando o organismo por onde passa, corre pelo sangue e conecta com tudo. É quando nos damos conta da hora da viagem, hora de transitar, o que significa a desconstrução, a absorção. Como uma trilha instigante que te leva ao lado de dentro, bem profundo na caverna escura;
e é lá no final que se enxerga um foco de luz, um simples ponto que representa o tamanho do universo e suas dimensões,
infinitas possibilidades coloridas.

Uma dose de emocionalismo para retratar essa fase,
ficaremos off,
durante uma semana e voltaremos com o blog novíssimo,
um porto livre para reportar ações criativas e auto sustentáveis no mundo da arte.
AGUARDEM

PS: Estamos montando nossa Sede (em breve mais detalhes) e participando da cobertura colaborativa do #Calango2010 vamos fazer vídeos, úhul, já viu a programação? Acessa aqui, começou hoje!

Encontro equipe de criação e produção Curta Metragem da Cellula, às 19 no IL.

12 de novembro de 2010 by

 

equipe de set

informe:

Reunião extraordinária com a equipe inteira do curta metragem “Vende-se” (nome provisório), hoje às 19 no saguão do IL (instituto de linguagens UFMT), é imprescindível a presença de cada um para dar opiniões entorno das esferas que precisam se debatidas.

As pautas são:

– Mudança do nome do curta, opiniões serão muito bem aceitas
– Data das gravações
– Ordem do dia
– Atualização e definição de ficha técnica
– Entrega de figurinos e objetos de cena

Logo após, o núcleo da Cellula se reunirá internamente para encaminhar demandas gerais dos próximos passos do grupo.

Os pró-positivos são bem vindos na reunião de produção e criação do filme.

Até lá.

Em Mato Grosso, pela primeira vez, a Semana de Democratização da Comunicação.

9 de novembro de 2010 by

A arte é um viés da comunicação. A arte pode ser um agente de transformação da sociedade através do individuo. A comunicação deve ser um agente de transformação da sociedade através do coletivo. O núcleo Cellula sempre viu o cinema sob esse prisma.

Por isso entendemos que quem almeja uma sociedade mais justa vai logo se juntar ao Coletivo Juntos Somos Fortes estes que Nos dias 10 e 11 de novembro vãorealizar na Capital do estado quente das artes, pela primeira vez, a Semana de Democratização da Comunicação (DEMOCOM), no auditório da Faecc.

O objetivo é incendiar a sociedade com debates horizontais sobre comunicação,
nos encontramos nas barricadas.
Acesse a programação completa clicando aqui.

@FelippyDamian

Cineminha bom, Colapso Narciso hoje às 17 no Festival de Cinema de Cuiabá.

26 de outubro de 2010 by

Cinema é foco.

Hoje acontece algo atípico na cidade quente das artes.

O festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, realizado pelo instituo Inca.
E o nosso curta Colapso Narciso marca presença! Vai ser exibido às 17 no Cine Teatro Cuiabá, fica bem ali no centro histórico, o casarão mais charmoso das redondezas.
(é de grátis.)

Agora
só digo que sinto certa falta,
de assistir mais produções locais e de baixos custos nesses festivais no qual a função mais nobre seria dar vazão e estímulo às células embrionárias, o presente e futuro da linguagem dessa arte que reflete a vida daquilo que pensamos e somos, a cultura do mato.

Então,
eu vou lá daqui 1h20,
vamo junto?

duas Cellulas ambulantes no COFE 2010.

6 de outubro de 2010 by

Olá pessoal,
estou empolgada pra dar a notícia de que a Cellula (representada por mim e pela Bruna Kizy) participará do congresso de arte e sustentabilidade pautado na economia criativa, das trocas de serviços e trabalho colaborativo no setor cultural. Esta é a terceira edição do Congresso Fora do Eixo, que esse ano acontece a partir de Domingo (10) até dia 17 em Uberlândia.

A Cellula representa um núcleo de audiovisual autônomo que busca fortalecer a cadeia produtiva e formar uma cena de cinema independente na capital do Mato Grosso. Estamos em busca de novos modelos sustentáveis dentro do mercado cultural e também a imersão nas políticas públicas para o nosso setor.

Além de participar dos GT´S de circulação e economia, também faremos parte da cobertura colaborativa do congresso e do festival Jambolada que acontece durante o final de semana.

Fique atento aos nossos próximos posts.

Confira a programação do Congresso!

Confira a programação do Festival!

by @cajulina

VIDE[O]VIDA nas ruas já!

2 de outubro de 2010 by

A dinâmica da oficina VIDE[O]VIDA ministrada pela Cellula já esta engatilhada, trata-se um projeto de formação no qual ensinaremos a formatar uma idéia em roteiro, estimular o imaginário dos jovens de ensino médio e, construir em coletivo uma manifestação de videoarte.

Dividimos a os alunos em duplas e trios, e provocamos o pensamento crítico para criarem uma idéia simples  e desenvolverem um roteiro de tema livre. O grupo decide qual roteiro se identifica mais, e debatemos a viabilidade de gravação. As funções da ficha técnica são de acordo com o perfil de cada participante e as filmagens ocorrerão em novembro, a equipe tem como meta se reunir em alguns dias de outubro para garantir a pré produção.

Faz parte da propósta da oficina, provocar o pensamento crítico dos jovens a respeito do mercado cultural dentro do atual contexto, a democratização da informação e, mostrar na prática as alternativas de fazer cinema pelas próprias mãos. O intuito é dar continuidade ao projeto e formar núcleos autônomos que trabalhem em pról da rede produtiva da arte.

A oficina VIDE[O]VIDA vai fazer parte da etapa do Calango nas Escolas assim como vários ativistas culturais darão oficinas de diversos segmentos artísticos a partir dessa semana nas seguintes escolas: CEMA (04/10), EE João Brienne de Camargo (05/10), EE Zélia Costa (06/10), ICE (07/10).

O oficineiro representante da Cellula é o Felippy Damian.
Quem quiser mais informações envie sua dúvida para cellulanucleo@gmail.com