Posts Tagged ‘Eduardo Ferreira’

Resenha Cinéfila em cena.

24 de fevereiro de 2011

Não era sábado pra ir pra balada, também não era quinta pra fazer um cinema em casa, era sexta, 18, e quem se decidiu pela Cinéfila não se arrependeu, a balada cinematográfica era de longe distante de tudo que o resto da cidade poderia oferecer, não poderia começar melhor o fim daquela semana.

No set do Dj Mario Olimpio predomiu… nada, ele tocou uma lista eclética que ia do popular ao clássico, rolou lambadão, inclusive Raul Seixas. Em seguida Fabricio Chabô tocou um eletro rock psicodelirante, imagens do gênio Hitchcock eram exibidas num telão, foi o passaporte pro público viajar.

A proposta de ensaio aberto aceita por Billy Brown e o Incrível Magro de Bigodes, e Cacarecos e Musiquetas foi outro fator que alterou toda a equação de status de uma festa. Era como se tivesse uma banda ensaiando na sua sala, enquanto BBIMB fazia um som com apenas guitarra e batera, suprindo com exatidão as freqüências de um baixo tal qual White Stripes. Caio Mattoso dava vazão às suas piras em um “cavalo louco”, como definiu Eduardo Ferreira.

Almerinda George Lowsbi foi a principal presença do evento, interagindo com o público daquela sua forma peculiar. Aproveitou para divulgar o seu programa “Na Cama com Almerinda” que estreou nesta segunda-feira.

A exposição de fotografia do Heitor foi uma das coisas mais comentadas, afinal a luz vermelha que remetia uma sala de revelação deu um clima, e suas fotos foram tidas como o foco mais conceitual da balada que resolveu por fim quebrar o padrão e ir contra fluxo total.

Te esperamos na próxima Cinéfila,
cada vez dando mais certo.

Clique na foto da ilustração e acesse as fotos do evento cultural.

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Parceiros de luta.

28 de agosto de 2010

Dentre os defeitos da equipe de “Vende-se” certamente não estará a ingratidão, tanto que escrevemos este texto só pra agradecer a galera que compõe o formigueiro. Sabemos quão fundamental é o trabalho colaborativo pra dar a direção da consolidação das nossas metas, dentre elas, mostrar ao mundo através da arte, a forma que enxergamos a vida. As experiências e olhares de cada um é complementar no processo da construção em grupo, isso provoca fusão de conceitos que resulta numa verdadeira obra de arte.

A maior parceria do Núcleo Cellula nessa produção é o coletivo Juntos Somos Fortes, estudantes da UFMT sedentos por dissipar a comunicação, a quem tem direito, o povo.

Das coisas mais surreias que já  nos aconteceu na preparação do curta, está em destaque sem duvida a adição da Biss Filmes e Coisas na equipe, por meio do inquieto Chabô, que convidou Marcelo e Barbara, estradeiros das antigas, dispuseram toda a experiencia que falatava para dar um “q” de profissionalismo à produção. A preparção de elenco feita por André d’Luca foi uma tempestade incendiária, experiência inesquecível pra todo mundo.

O que dizer da ZIM Empreendimentos, parceira tão antiga quanto constante? Ganhar grana outros também sabem, mas é a consciência de investir a grana na cultura dentro da propria UFMT que distingue a ZIM de qualquer outra iniciativa empreendedora que se já teve notícia….que já se teve noticia.

Estendemos os agradecimentos a Brindes e Cia, Marajá, Papelaria Ipiranga, Eduardo ferreira, Espaço Cubo, Cufa, e toda a equipe e elenco que acreditam, entre outros que conseguem ver a chuva chegando, e ralam como nunca debaixo do sol, do sol cuiabante só pra ver o formigueiro tomar a cidade e a nossa doença se espalhar.

ps: não se esqueçam, Domingo às 8h estaremos na praça Alencastro para o primeiro dia de gravação do curta Vende-se. Vamos fazer juntos? ligue pra nossa produtora Rita Duarte – 9912 1559 – cellulaproducao@gmail.com

Visita ao lixão desperta reflexões. Locação do Curta Metragem “Vende-se”.

15 de agosto de 2010

Somos tão vitimas quanto cúmplices! É o que diz Sartre, é o que grita toda nossa sociedade com seus atos, mas também é o que balbucia dona Josefina. Dona Josefina, apenas isso, trabalhadora. Tem orgulho da filha que faz faculdade, vergonha do prefeito, Murilo Domingos, que a não cumpriu uma promessa feita pessoalmente. Ela trabalha entre, em cima, e com lixos, no lixão de Várzea Grande. Diz que os urubus só ajudam, rasgando sacolas, enquanto a prefeitura não dá assistência para os trabalhadores. No seu trabalho encontra vestígios de produtos que já mais poderia comprar, a única forma desse contato se dá naquele lugar.

Aquele é o lugar dos rejeitados, são produtos, eletrodomésticos, mobília e……….pessoas. Sintetiza a lógica do consumo, do tão moderno sistema econômico, arcaico naturalmente por essência.

O que é dito na mídia? Senão o discurso circense, que para nós achamconveniente. Mas existe uma voz para dizer. O Núcleo Cellula ao lado do Coletivo Juntos Somos Fortes vêem o audiovisual como importante meio propagador de conceitos, viés relevante para dar voz para a maioria, que só tem ouvidos. O curta-metragem “Vende-se” tem a pretensão de ser um megafone para pessoas como a trabalhadora dona Josefina.

Os humildes ambiciosos produtores, ou “loucos visionários”, como prefere Eduardo Ferreira, esperam externar ao público através da obra, todas as sensações desta visita há essa outra realidade, diferente da nossa de pequeno-burgueses, mas vizinha.

acesse o flickr e veja mais fotos de Cícero Lima, das locações do próximo curta metragem do grupo.


texto by Felippy Damian – Núcleo Cellula.